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Fonte: G1 06.08.2026

A Casa Branca impôs nesta quinta-feira (6) preços mínimos de importação e uma tarifa de 15% sobre produtos feitos de polissilício, matéria-prima usada na fabricação de semicondutores — incluindo chips de inteligência artificial — e de painéis solares.

A medida, adotada por Donald Trump com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, tem como objetivo proteger os fabricantes americanos de polissilício da concorrência chinesa.
O polissilício é uma forma de silício de alta pureza obtida após processos de purificação. Ele é usado na fabricação de lâminas de silício, que dão origem a células solares e componentes eletrônicos. Na energia solar, essas células são reunidas em módulos ou painéis usados na geração de eletricidade.
As medidas entrarão em vigor em 4 de dezembro, informou o governo Trump.

Segundo um documento da Casa Branca, Trump estabeleceu preços mínimos de importação de:

US$ 21 por quilograma para o polissilício;
US$ 100 por quilograma para lingotes e lâminas de polissilício;
US$ 0,22 por watt para células solares e;
US$ 0,38 por watt para módulos solares.
A medida também autoriza o Departamento de Comércio a criar um programa de incentivos para empresas que investirem em fábricas de polissilício ou produtos derivados.

"O plano de ação estabelecido nesta proclamação ajudará, entre outras medidas, a garantir a viabilidade comercial da produção de polissilício e de seus derivados nos Estados Unidos, necessária para atender às necessidades econômicas e de segurança nacional do país", diz a Casa Branca.
s fabricantes americanas de equipamentos solares acusam, há mais de uma década, suas concorrentes chinesas de praticarem dumping de painéis solares, receberem subsídios governamentais considerados injustos e transferirem sua produção para outros países para driblar as tarifas impostas pelos EUA.

O país tem duas fábricas de polissilício. A Hemlock Semiconductor, que opera uma unidade em Michigan, é uma joint venture entre a Corning e a japonesa Shin-Etsu Handotai. A Wacker Chemie, sediada em Munique, mantém uma fábrica no Tennessee.

"A decisão de hoje incentiva a continuidade dos investimentos na capacidade produtiva dos Estados Unidos e fortalece a competitividade do país no longo prazo", afirmou à Reuters um porta-voz da Corning.
A fabricação doméstica de semicondutores depende da indústria solar porque a maior demanda desse setor por polissilício ajuda a sustentar a produção do material necessário para os chips. Segundo a Semiconductor Industry Association, a indústria de chips responde por 2,4% da demanda global por polissilício.

A indústria solar dos EUA vem ampliando sua capacidade de produção desde que o Congresso criou incentivos fiscais em 2022. Grande parte desse crescimento, porém, concentrou-se na montagem de painéis, deixando os fabricantes dependentes da importação de wafers e células, cuja produção exige investimentos de prazo mais longo.

Esta notícia não é de autoria da Novus Energia, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pela Novus Energia. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.

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