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Fonte: Suno 24.07.2026

A transição energética ganhou mais um sinal de força. Segundo relatório anual da Agência Internacional de Energia, destacado pela XP no Café com ESG desta sexta-feira (24), a energia solar avança em ritmo recorde e as fontes renováveis devem superar o carvão na geração global de eletricidade pela primeira vez em 2026.
O movimento acontece mesmo em um cenário de forte crescimento da demanda por eletricidade. De acordo com o relatório, o consumo global deve avançar 3,3% em 2026 e 3,7% em 2027, puxado por indústria, eletrodomésticos, expansão dos veículos elétricos e pelo aumento do uso de data centers com inteligência artificial.

Na prática, o mundo está consumindo mais energia, mas a matriz elétrica começa a mudar de composição. A Agência Internacional de Energia aponta que a geração por fontes renováveis deve acelerar e ganhar espaço sobre combustíveis fósseis.
Renováveis crescem, mas demanda também pressiona
O relatório destaca que a energia solar deve manter ritmo recorde de expansão, ajudando as renováveis a assumirem uma fatia maior do sistema elétrico global.

Ao mesmo tempo, a XP lembra que o avanço das fontes limpas ainda convive com desafios. Um deles é o retorno do uso de carvão em algumas regiões, especialmente diante de preços mais altos do gás natural e de tensões geopolíticas.

Segundo o levantamento, os preços do gás na Ásia e na Europa chegaram aos maiores níveis desde a crise energética de 2022. Com isso, parte dos países voltou a recorrer ao carvão para reduzir custos e garantir segurança energética.
Ainda assim, a tendência de longo prazo segue favorável às renováveis. A AIE projeta que a expansão da geração solar e eólica deve continuar ganhando relevância no sistema elétrico global.

Emissões ainda não devem cair de imediato
Apesar do avanço das fontes renováveis, a geração de eletricidade ainda deve emitir mais carbono no curto prazo. Segundo o relatório, as emissões do setor elétrico devem crescer cerca de 1% em 2026 antes de se estabilizarem em 2027.

O dado mostra que a transição energética não acontece em linha reta. A demanda por eletricidade está crescendo rápido, e a oferta renovável precisa avançar em velocidade suficiente para substituir fontes mais poluentes.
Outro ponto citado no Café com ESG é que incertezas geopolíticas podem continuar pressionando os preços de energia. O retorno de El Niño também aparece como fator de atenção, por poder afetar a produção hidrelétrica e elevar a demanda por refrigeração em algumas regiões.

No Brasil, o relatório da XP também destaca medidas ligadas à energia renovável, como a aceitação, pela ANP, de certificados internacionais de energia renovável, os I-RECs, para comprovação da origem renovável da eletricidade usada no RenovaBio.

No cenário global, porém, o recado principal é que a energia solar e outras renováveis estão ganhando escala em um momento de demanda elétrica crescente. O avanço pode colocar as fontes limpas à frente do carvão em 2026, mas a pressão de gás, clima e geopolítica ainda deve manter a transição energética cercada de desafios.

Esta notícia não é de autoria da Novus Energia, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pela Novus Energia. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.

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