Fonte: Jornal da USP 07.11.2025
Estacionamento fotovoltaico já fornece 25% da energia do campus, enquanto o espaço de integração criou novos ambientes de circulação, estudo e interação
Duas novas estruturas inauguradas na última quinta-feira, 6 de novembro, vão trazer mudanças significativas no campus USP Área Capital Leste, sede da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Em cerimônia que contou com a participação do reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior, foram entregues uma nova área de convivência e um estacionamento solar fotovoltaico.
O espaço de convivência é, na verdade, uma ampla praça, construída na região central do campus. Antes sem uso, o local passa a funcionar como rota de integração entre os diversos acessos e prédios da unidade, conectando a portaria da Estação USP Leste da CPTM ao prédio do Ciclo Básico. O ambiente oferece opções de lazer e permanência, com coberturas para proteção solar, bancos, cadeiras e redes. Nos próximos meses, a praça receberá também infraestrutura complementar para ampliar as possibilidades de uso e estimular maior permanência. Serão instalados mobiliários de trabalho, como mesas e assentos adicionais, além de tomadas para carregamento de dispositivos eletrônicos móveis. O sinal de wi-fi também terá seu alcance reforçado.
A iniciativa integra a série de espaços de convivência criados em todos os campi da USP como parte do Projeto Pertencer, ação de planejamento socioambiental da Reitoria que valoriza o ambiente universitário, apoiando projetos de uso e ocupação de áreas externas como locais de inclusão, acolhimento e pertencimento.
“A ideia deste espaço está completamente voltada à inclusão e ao pertencimento, transformando uma área que estava árida e totalmente desocupada em um local de uso para toda a nossa comunidade”, destacou o prefeito do campus, Dib Karam Junior. “Os frequentadores ganham não só um ambiente de permanência, mas também novas opções de caminhos, mais naturais, para circular entre os prédios, possibilitando rotas diretas para os acessos”.
Para o presidente do Conselho Gestor do Campus, Ricardo Ricci Uvinha, “é fundamental reforçar a relevância de uma obra como essa para a inclusão, o pertencimento e a permanência da nossa comunidade. Estamos falando de cerca de 5 mil estudantes, 260 professores e 180 funcionários, números que fazem da EACH a terceira maior unidade da Universidade de São Paulo. Agora temos a oportunidade de criar espaços que incentivem a convivência e tornem o dia no campus mais interessante. Não à toa, essa praça está ao lado das quadras poliesportivas e do ginásio, unindo esporte e convivência, o que dialoga com o esforço que temos feito nesse sentido”, celebrou o professor, que também é diretor da unidade.
O reitor destacou que cada espaço do Projeto Pertencer é concebido de acordo com as características específicas de cada campus. Os projetos são desenvolvidos localmente, ouvindo as demandas das comunidades e respeitando suas identidades. “A Reitoria apoia, mas a concepção é feita por aqueles que vão de fato usufruir. O importante é que, no final, todos atendam ao que desejamos: que as pessoas tenham um local para conversar, discutir, elaborar projetos e interagir. Queremos que a vinda ao campus não se limite a chegar, trabalhar e ir embora. Não tínhamos espaços adequados para essa convivência e, muitas vezes, é justamente nesses locais que surgem grandes ideias e floresce a interdisciplinaridade. Já está bem documentado o quanto o ser humano precisa interagir. Saímos recentemente de um período de pandemia em que não podíamos sequer apertar as mãos. Esses novos espaços vêm justamente para responder a isso, estimulando que alunos, servidores e professores vivenciem melhor o campus”, explicou Carlotti.
Produção de energia sustentável
A inauguração do estacionamento solar fotovoltaico também faz parte de uma série de implantações que a USP tem realizado em seus campi, visando à transição energética para um modelo mais sustentável tanto ambiental quanto economicamente. Trata-se de uma grande cobertura sobre as vagas de automóveis, equipada com placas que captam a luz solar para gerar energia elétrica e abastecer a rede do campus.
“Um projeto como este tem grande relevância. Tudo o que está aqui foi desenvolvido pela EACH em parceria com o Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, que reúne alguns dos maiores especialistas em energia fotovoltaica do País. Contamos com o trabalho do professor Roberto Zilles, que há anos estuda e implanta esse tipo de instalação. Hoje podemos nos orgulhar de ter esse novo equipamento fornecendo 25% do nosso consumo de energia”, comemorou Uvinha.
O reitor destacou ainda as vantagens da tecnologia fotovoltaica: “Esses painéis têm vida útil estimada em 25 anos. O investimento se paga em cerca de cinco anos, com a economia obtida na conta de luz. Assim, temos cerca de 20 anos para usufruir de uma redução substancial nos custos operacionais, além de gerar energia limpa e renovável, contribuindo para diminuir os impactos nos ecossistemas. É por isso que estamos adotando esse tipo de instalação em todos os campi e avançando significativamente na geração própria de energia sustentável para suprir o consumo da Universidade”.
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