Fonte: G1 Data:20/11/2022
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) abriu neste mês a licitação para contratação de empresa especializada em instalação de usina de energia solar para atender as comunidades quilombolas em áreas urbanas. O equipamento será instalado no Quilombo Mangueiras, localizado no bairro Ribeiro de Abreu, região Nordeste da cidade, mas irá atender todas as comunidades.

Atualmente, a PBH reconhece quatro quilombos como patrimônio cultural da cidade: Manzo (Santa Efigênia), Luízes (Grajaú), Souza (Santa Tereza) e Mangueiras (Ribeiro de Abreu). Está em processo de reconhecimento o Quilombo Matias, também localizado em Santa Tereza, região Leste da capital mineira.
A capacidade instalada da usina será 150 kWp e irá atender cerca de 70 famílias. O valor do investimento é de R$ 500 mil e a fonte dos recursos é uma emenda parlamentar da vereadora Bella Gonçalves.
Pelo edital, o trabalho da empresa vencedora compreende a elaboração do projeto, a execução do serviço, a conexão do sistema à rede da concessionária e a manutenção da usina durante a vigência do contrato. A abertura do pregão eletrônico será no próximo dia 28 de novembro.
De acordo com o biólogo Humberto Martins, da Gerência de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o objetivo do projeto "é tornar as comunidades quilombolas autossustentáveis na geração de energia limpa".
"Após a implantação da usina, vamos fazer um condomínio de todas as residências quilombolas e a energia será distribuída em todas as casas", diz.
Historicamente, continua o biólogo, os quilombolas sofrem muito com o abastecimento de energia.
Com o superávit de geração, além do conforto, a instalação das placas fotovotaicas abre a oportunidade para implantação de outros projetos e programas nas comunidades.
Reivindicação antiga
A liderança da comunidade Mangueiras, Ione Maria de Oliveira, disse que a instalação das placas fotovoltaicas é uma antiga reivindicação da comunidade, que sofre com a falta e o alto custo da energia elétrica.
"Ontem (sábado) fizemos um evento em comemoração ao Dia da Consciência Negra e ficamos sem energia. Não é um caso isolado, é comum ficarmos três, quatro dias sem energia, o que afeta também a nossa saúde", disse.
Ela espera que ao final da implantação da usina, que será instalada dentro da área do Quilombo Mangueiras, a comunidade tenha mais liberdade e independência na questão energética.
"Quem sabe até que seja possível comercializar a energia excedente e assim gerar renda para os quilombos. Nossa expectativa é que o projeto seja maravilhoso e que no final não se transforme em um fiasco para a comunidade", completa.
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