Fonte: O GLOBO Data: 21.11.2022

Foi a primeira vez que a crise sanitária apareceu na prova de Ciências da Natureza do Enem, por conta de uma desatualização do banco de itens do Inep
Professores que fizeram a prova do Enem no segundo domingo do exame destacaram, entre os conteúdos escolhidos, as questões sobre a pandemia de Covid-19 e o uso de placas solares para a produção de energia. Essa foi a primeira vez que a crise sanitária global apareceu na prova de Ciências da Natureza do Enem, por conta de uma desatualização do banco de itens do Inep.
Foi cobrada uma análise do teste PCR, que ficou muito conhecido durante a pandemia por ser capaz de detectar a Covid-19, e o emprego do ozônio no processo de sanitização contra o coronavírus.
A partir das 15h30 deste domingo (20), os primeiros inscritos a entregarem a prova já começam a deixar os locais do segundo dia do Enem.
A prova de Física, contou Samantha, teve questões de temas como Mecânica e Calometria. Neste segundo tópico, foi cobrado conhecimento sobre passagem de energia luminosa ou solar em elétrica, como uso de placas solares. Questões relacionadas a corrente elétrica também foram apresentadas. Na prova, segundo a professora, das 15 questões, só seis abordaram conceitos e não envolviam cálculo matemático.
O professor Vinicius Silveira, do Colégio e Curso AZ e Plataforma AZ de Aprendizagem, afirmou que não houve surpresa na prova de Física.
"Todos os conteúdos cobrados estavam dentro do que são esperados. Não houve novidades. Tivemos questões de ondas, circuitos elétricos, calorimetria, potência, energia, estática, colisões e eletromagnetismo ' enumerou.
Além disso, também houve questões utilizando aspecto do uso do ozônio como possibilidade para esterilização de ambientes contra o coronavírus. Das 15, 11 não exigiram cálculo matemático — afirmou Fechio.
"Em Biologia, a prova também teve questões muito contextualizadas. Caiu muito fisiologia, genética, doenças envolvendo protozoários, vermes e bactérias. Algo muito presente foi a presença do vírus, tanto como agente causador de doenças e a forma de utilização desse elemento a biotecnologia" contou Samantha Fechio.
Já para Vinícius Beltrão, coordenador de ensino e inovação do SAS, chamou a atenção o que ele considerou um baixo número de questões sobre meio ambiente, um tema que normalmente domina a prova do Enem.
"Não cobraram tantas. Mas tinha uma em especial que falava sobre a captação de luz solar com garrafa pet de Uberaba (MG)" conta "Também tinha uma questão envolvendo o agente causador da doença de Chagas sendo estudado num processo para tratar o câncer e duas questões envolvendo a produção de etanol."
A prova também apresentou uma pergunta sobre o PCR, exame que ficou muito conhecido durante a pandemia de Covid-19, pela sua capacidade de identificar a doença.
"A questão apontava como é analisado, por meio dessa técnica, se a pessoa tinha tido contato com a doença ou não" diz a professora do Positivo.
"Numa análise geral, a gente pode considerar que o nível de dificuldade é bem parecido com o do ano passado. A gente verifica uma tendência dos últimos anos de que o Enem não está primando por exageros em contas e nem em textos " afirmou Anderson Fernandes, professor de Física das Escolas SEB.
Esta notícia não é de autoria da Novus Energia, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pela Novus Energia. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.


