Fonte: Globo 15.09.2022

Com 17 GW de energia solar em agosto, fonte tornou-se a 3ª maior do país
A energia solar está crescendo a passos largos no Brasil. Exemplo disso são os números de agosto, mês que representou um marco histórico para o segmento. No início do mês, o país ultrapassou a marca de 17 GW de potência instalada da fonte da energia solar, tanto entre geração centralizada (GC) e geração distribuída (GD). O levantamento foi feito pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), organização sem fins lucrativos que busca coordenar e monitorar o crescimento do setor.
Com esse número, a energia solar já representa 8,4% da matriz elétrica do país. Ou seja, já é a terceira principal fonte de energia elétrica do território nacional, atrás apenas das usinas hidrelétricas e eólicas. Hoje, a energia solar está presente em diferentes espaços — desde a grandes estruturas e sistemas de grande porte, até pequenas instalações em telhados, fachadas e pequenos terrenos. A ABSOLAR aponta, ainda, que esse volume de potência instalada já trouxe ao país mais de R$90,5 bilhões em novos investimentos. Desde 2012, o setor já gerou mais de 514 mil empregos e já resultou em R$ 24,6 bilhões de arrecadação aos cofres públicos. Ainda, outro benefício muito importante está na sustentabilidade, já que a energia solar já evitou a emissão de 25,5 milhões de CO2 na geração de eletricidade.
Potencial de expandir ainda mais
Atualmente, a energia solar já exerce um profundo impacto para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. O constante crescimento desta fonte contribui para diversificar o suprimento de energia elétrica do país, contribuindo com a redução da pressão sobre os recursos hídricos e diminuição dos aumentos na conta de luz.
De acordo com a ABSOLAR, as unidades solares de grande porte têm o potencial para gerar eletricidade em custos até dez vezes menores que as fontes convencionais. Com a rapidez e facilidade de instalar, ela pode ajudar a aliviar a conta de luz dos consumidores em mais da metade. Conforme apuração da entidade, desde o ano de 2020, o setor evoluiu em mais de 70% no Brasil.
Portanto, a expectativa é que os investimentos cresçam cada vez mais. A ABSOLAR estima que a capacidade de energia solar tem crescido uma média de 1 GW por mês. Neste ritmo, a expectativa é que a capacidade alcance, até fevereiro de 2023, o dobro da capacidade da maior usina hidrelétrica nacional, a Itaipu , que opera com 14 GW. Até o final do ano, o setor projeta atrair mais de R$ 50 bilhões em investimentos e gerar 357 mil novos empregos por todo o país.
Para os próximos anos, as perspectivas são as melhores possíveis, já que o cenário da energia solar no Brasil é muito otimista. A ABSOLAR avalia que o clima tropical do país, aliado aos constantes avanços na tecnologia e no custo-benefício dos sistemas fotovoltaicos. Por isso, a solar é a segunda fonte de energia renovável mais barata do país, atrás apenas da biomassa — o que atrai investimentos e a atenção dos consumidores. A Lei 14.300, que institui o marco legal da micro e minigeração de energia, também deve resultar em movimentações do setor. Isso porque a lei prevê, entre outras regulações, a isenção de taxas nos custos de distribuição de eletricidade para todos os consumidores que aderirem aos sistemas fotovoltaicos até janeiro de 2023. Além disso, a legislação permite maior proteção jurídica para todos os envolvidos, o que garante a manutenção do crescimento sustentável da energia solar no país.
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