Fonte: Monitor Mercantil 25.08.2022

Rio alcançou 500 MW de potência instalada em geração própria; Alemanha viu salto de 22% na instalação de sistemas solares em seis meses.
O mercado de energia solar registrou importante aceleração no primeiro semestre deste ano. O montante de equipamentos demandado pelo setor no período deve viabilizar investimentos superiores a R$ 35 bilhões para atender geração distribuída e grandes usinas solares, volume superior aos R$ 21 bilhões movimentados no mesmo intervalo do ano passado.
Os dados foram divulgados pela Greener, consultoria especializada em estudos sobre o mercado de energia solar. Ainda de acordo com o estudo, os consumidores de energia, em especial do setor de varejo e serviços, demonstram interesse em reduzir as despesas por meio da energia solar por assinatura. Segundo a consultoria, esse modelo de negócio deverá crescer, exigindo a construção de ao menos 3,9GW de usinas solares até 2024.
“A elevação da taxa de juros trouxe reflexo para o financiamento, promovendo uma leve queda no volume de vendas financiadas. Apesar disso, o setor solar segue atraindo novos financiadores para o mercado. Ao menos 52 instituições oferecem crédito ao consumidor, um grande avanço em relação às 40 mapeadas em 2021”, destaca Marcio Takata, diretor da Greener.
O Rio de Janeiro se tornou um dos nove estados brasileiros a superar a marca de 500 MW de potência instalada em Geração Distribuída (GD), unindo-se a Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia. Os sistemas de geração própria de energia estão presentes em 92 (100%) dos municípios fluminenses, sendo a cidade do Rio de Janeiro a de maior volume de potência instalada (106,7 MW). O estado havia chegado à marca de 250 MW em maio de 2021: em pouco mais de um ano, o Rio de Janeiro dobrou sua capacidade de geração própria de energia. Os primeiros 250 MW fluminenses levaram mais de nove anos para serem concretizados.
Segundo a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), a energia solar é a mais utilizada pelos prossumidores (produtores e consumidores) de energia do Rio de Janeiro, com 480 MW (96%), seguida por mini e micro termelétricas (UTE), com 3%. No estado, a classe de consumo residencial é a predominante, respondendo por 305,1 MW; logo atrás vem as conexões de estabelecimentos comerciais, com 156,5 MW. Destaque também para as áreas industrial e rural, com 22,1 MW e 13,8 MW, respectivamente.
Já de acordo com a CNN, na Europa, com a crise do gás, muitas pessoas estão lutando para obter painéis solares para suas casas e empresas: nos primeiros seis meses deste ano, a Alemanha viu um salto de 22% na instalação de sistemas solares, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Solar Alemã. Isso incluiu usos residenciais e comerciais, desde pequenas instalações em telhados privados até grandes fazendas solares, disse o grupo.
Ainda de acordo com a CNN, “a demanda por energia solar já estava em alta na maior economia da Europa, à medida que os preços da energia dispararam, incentivos políticos foram introduzidos e a adoção da tecnologia tornou-se mais comum. Mas, mais recentemente, os consumidores também enfrentaram contas de serviços públicos cada vez mais altas, temperaturas escaldantes e uma ansiedade renovada sobre se conseguirão manter o calor neste inverno. Para muitas famílias, o maior medo é que a Rússia feche a torneira completamente neste inverno. O governo alemão já colocou em ação um plano de gerenciamento de crise que pode levar ao racionamento das empresas se isso acontecer.”
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